Sofrimento dos Espíritos


Sofrimento do Espírito - Sofrimento moral


Espíritos sofredores

Onde o amor respira equilíbrio, não há dor de consciência e não existe dor de consciência sem culpa.
Os Espíritos inferiores vêem a felicidade dos bons Espíritos e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar. Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão parasempre. Deus, para puni-los, quer que assim julguem.
Os sofrimentos que torturam mais dolorosamente os Espíritos, do que todos os outros sofrimentos físicos, são os das angústias morais.
Quando alguns Espíritos se têm queixado de sofrer frio ou calor, é reminiscência do que padecem durante a vida, reminiscência não raro tão aflitiva quanto a realidade. Muitas vezes, no que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se acham. Quando se lembram do corpo que revestiram, têm impressão semelhante à de uma pessoa que, havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passando algum tempo, que ainda o traz sobre os ombros.
Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja exclusivamente moral, como o remorso, pois que ele se queixa de frio e calor. Também não sofre mais no inverno do que no verão: temo-los visto atravessar chamas, sem experimentarem qualquer dor. Nenhuma impressão lhes causa, conseguintemente, a temperatura. A dor que sentem não é, pois, uma dor física propriamente dita: é um vago sofrimento íntimo, que o próprio Espírito nem sempre compreende bem, precisamente porque a dor não se acha localizada e porque não a produzem agentes exteriores; é mais uma reminiscência (lembrança vaga) do que uma realidade, reminiscência, porém, igualmente penosa. Algumas vezes, entretanto, há mais do que isso.
Seu sofrer resulta dos laços que ainda o prendem à matéria; que quanto mais livre estiver da influência desta, ou, por outra, quanto mais desmaterializado se achar, menos dolorosas sensações experimentará. Ora, está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde a vida atual. Ele tem o livre-arbítrio, tem, por conseguinte, a faculdade de escolha entre o fazer e o não fazer.
Freqüentemente os Espíritos conservam a lembrança dos sofrimentos por que passaram na última existência corporal. Assim acontece e essa lembrança lhes faz compreender melhor o valor da felicidade de que podem gozar como Espíritos.
Só os Espíritos inferiores podem sentir saudades de gozos condizentes com uma natureza impura qual a deles, gozos que lhes acarretam a expiação pelo sofrimento.
Para os Espíritos elevados, a felicidade eterna é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.
Exatamente como sucede ao homem que, na idade da madureza, nenhuma importância liga ao que tanto o deliciava na infância.
A entidade desencarnada muito sofre com o juízo ingrato ou precipitado que, a seu respeito, se formula no mundo.
Imaginai-vos recebendo o julgamento de um irmão de humanidade e avaliai como desejaríeis a lembrança daquilo que possuís de bom, a fim de que o mal não prevaleça em vossa estrada, sufocando-vos as melhores esperanças de regeneração.
Em lembrando aquele que vos precedeu no túmulo, tende compaixão dos que erraram e sede fraternos.
Rememorar o bem é dar vida à felicidade.
Esquecer o erro é exterminar o mal.
Além de tudo, não devemos esquecer de que seremos julgados pela mesma medida com que julgarmos.
Não se deve perder de vista que o Espírito não se transforma subitamente, após amorte do corpo. Se viveu vida condenável, é porque era imperfeito. Ora, a morte não o torna imediatamente perfeito. Pode, pois, persistir em seus erros, em suas falsas opiniões, em seus preconceitos, até que se haja esclarecido pelo estudo, pela reflexão e pelo sofrimento.
Os Espíritos sofredores trazem consigo, individualmente, o estigma dos erros deliberados a que se entregaram. A doença, como resultante de desequilíbrio moral, sobrevive no perispírito, alimentada pelos pensamentos que a geraram, quando esses pensamentos persistem depois da morte do corpo físico.
Mas, adquirem melhoras positivas em reunião de intercâmbio, assimilam idéias novas com que passam a trabalhar, ainda que vagarosamente, melhorando a visão interior e estruturando, assim, novos destinos. A renovação mental é a renovação da vida.
Meditei na ilusão dos que julgam na morte livre passagem da alma, em demanda do céu ou do inferno, como lugares determinados de alegria e padecimento.
Quão raros na Terra se capacitam de que trazemos conosco os sinais de nossos pensamentos, de nossas atividades e de nossas obras, e o túmulo nada mais faz que o banho revelador das imagens que escondemos no mundo, sob as vestes da carne!...
A consciência é um núcleo de forças, em torno do qual gravitam os bens e os males gerados por ela mesma.
A maioria dos desencarnados, nos seus primeiros dias da vida além do túmulo, não encontram senão os reflexos dos seus péssimos hábitos e das suas paixões, que, nos ambientes diversos de outra vida, os aborrecem e deprimem. O corpo das suas impressões físicas prossegue perfeito, fazendo-lhes experimentar acerbas torturas e inenarráveis sofrimentos.
Quase que a totalidade de sofrimentos nas zonas inferiores, deve à manifestação do vampirismo sua dolorosa origem. Criaturas desviadas da verdade e do bem, nos longos caminhos evolutivos, reúnem-se umas às outras, para a continuidade das permutas magnéticas de baixa classe.
Os criminosos de vários matizes,
os fracos da vontade,
os aleijados do caráter,
os doentes voluntários,
os teimosos e recalcitrantes de todas as situações e de todos os tempos integram comunidades de sofredores
e penitentes do mesmo padrão, arrastando-se, pesadamente, nas regiões invisíveis ao olhar humano.
Todos eles segregam forças detestáveis e criam formas horripilantes, porque toda matéria mental está revestida de força plasmadora e exteriorizante.
O traumatismo perispirítico vale por muito tempo de desequilíbrio e aflição.
Nas cidades sombrias, do plano espiritual, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nos achamos. Se erguermos bandeira provocante, nestes campos, nos quais noventa e cinco por cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será estraçalhado em alguns instantes. Centenas de milhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados. Para a sensibilidade medianamente desenvolvida, o sofrimento aqui é inapreciável.


Comunicações Prematuras
Ninguém Morre 
Antes da Hora ???
 
Espíritos na Erraticidade
Desencarnação
Amparo e Orientação na Espiritualidade
Aparições no Momento da Morte
Avalie a Si Mesmo
Caridade Integral
Crianças no Além
Transição
Animismo e Mistificação
Médiuns Imperfeitos
Técnicas na ação obsessiva
Umbral
Desencarnes
Questões sobre as evocações
Os Fluidos
Sofrimento dos Espíritos
Objetivo do espírita
perante si mesmo
Entendendo as Influências Espirituais
Protetor Espiritual
A Concentração exige educação da mente
Vibrações
Disciplina
ESTUDOS EM VÍDEOS



O site Pingos de Luz não envia executáveis ou anexos.


Este Site não tem Fins Lucrativos



ATENÇÃO: ESTÃO LIGANDO PARA USUÁRIOS USANDO NOSSO NOME. NINGUÉM TEM ESSA PERMISSÃO
NÃO PASSEM DADOS OU QUALQUER INFORMAÇÃO PESSOAL

Estilo Net - Direitos Reservados